Bom pessoal, devido a um erro da própria plataforma, as postagens referentes a "Cola" estão configuradas dessa maneira, com marcador branco por trás. Eu tentei de tudo para tirar essas marcações, mas até o momento não consegui removê-las.
Procurei suporte na internet e em vídeos de tutorais, mas infelizmente nenhuma das estratégias citadas pôde me ajudar. Por isso, por enquanto, as postagens relacionadas a este conteúdo permanecerão com essa aparência.
Ainda estou trabalhando para deixar tudo padronizado, mas não vou tirar o projeto do ar pois, além de ter sido feito com muito carinho, também é legível e merece ser compartilhado com vocês. Agradeço a compreensão e boa leitura!
Introdução
Cola é uma pequena coletânea do gênero drabble, um gênero textual que se popularizou em meios digitais, cujas prosas são definidas e caracterizadas pelo uso de apenas cem palavras, sem contar o título. O objetivo do drabble é testar a habilidade do escritor em transmitir ideias e sentimentos complexos através de um número limitado de caracteres, sem deixar de manter uma comunicação eficaz.
De forma concisa, "Cola" narra o dia-a-dia de uma garota que tem como principal função remendar e preencher o vazio daqueles com quem ela se relaciona, até o momento que nem mesmo a sua cola é capaz de garantir que eles se sintam inteiros outra vez.
Prólogo
Todos tem a sua função, e a minha é colar.
Em um mundo repleto de tesouras, serei aquela que fará o papel de remediar a situação. Curo as cicatrizes de seu coração, enquanto imagino o que pode mais ser feito.
Não me importa o tempo, a dificuldade ou a distância. Farei o que for possível para te remendar, ainda que nem mesmo eu esteja inteira. Faço tudo isso com exímia perfeição.
Mas nem sempre foi assim. Já cometi erros.
Erros que quase custaram a minha carreira. Erros que mostrarei a vocês.
Esta é a história daqueles que não consegui salvar.
Capitulo Um
"Não dê as costas para mim, não ouse dar as costas para mim!"
Em forma de ordem, ele deu seu último adeus. Nas palavras rudes e agressivas, um resquício de esperança de que seu desejo-que na verdade era um pedido- fosse aceito e executado como todas as outras vezes.
Mas hoje seria diferente. Eu e ele sabíamos disso.
Ele me partiu de diferentes maneiras. Me abandonou aos pedaços. E ao sair, se partiu também com o que encontrava lá fora.
Foi então que ele retornou, na procura da cola que o deixaria inteiro. Na minha procura.
Eu precisava mais.
Capitulo Dois
Eu a consertava. Toda vez.
Ela foi a primeira pessoa que me consertou, o que me ajudou a sentir menos sozinha.
Dividíamos tudo e mais um pouco, como duas prisioneiras reféns do mesmo segredinho sujo. Estávamos juntas, e nada poderia separar a gente.
Nada a não ser... a cola.
Ela parou de me enxergar como pessoa.
Olhava para mim e se lembrava que tinha que remendar alguma coisa.
Com isso, uma guerra não declarada se iniciou, e com ela o iminente fim que tanto tentei evitar surgiu como um amargo lembrete de nunca permitir que alguém veja todas as suas feridas.
Capitulo Três
Conheci alguém que precisava de mim.
Precisava muito de mim.
Alguém que tinha tudo, mas ao mesmo tempo não tinha nada. Durante um tempo, dei tudo o que tinha. Tratei esse alguém com exclusividade o suficiente para criar conflitos com outras pessoas que estava acostumada a remendar.
Não me importei, por que era importante. Era especial, e se dependesse de mim continuaria sendo. As coisas mudaram, e nem toda a cola do mundo era suficiente, nunca seria.
Pensei que fosse a falta, mas descobri que era o excesso.
Entreguei cola demais e você não se importou quando eu fiquei vazia.
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