A série britânica aborda ecos e consequências da tecnologia.
Escrito por: Julia Segre Data: 06/11/2025 Atualizado em: 20/11/2025
Black
Mirror é uma série britânica criada por Charlie Brooker . Atualmente, ela conta
com sete temporadas, cujo conteúdo completo se encontra na Netlix, que comprou
a série em 2015, durante as gravações da terceira temporada.
A
série é focada na tecnologia e faz muitas críticas a nossa sociedade atual e a
forma como nos comportamentos diante dos computadores. Sua história não é
linear, e a cada capítulo somos apresentados a um enredo e personagens
diferentes, imergindo em diversas aventuras ao longo das temporadas. Ao concluir a série, assim, como todo fã,
senti uma necessidade praticamente incontrolável de conversar e compartilhar
com alguém sobre tudo o que assisti.
Foto 01: Abertura da Série
Tendo
como experiência pessoal o fato de não me importar muito com tecnologias de
maneira geral e me assustando com o quanto as pessoas se tornaram dependentes
dela, Black Mirror é uma série que trás alguns dos meus pontos de vista, além
de me provocar, me testar e me fazer refletir, uma combinação simples de três
elementos que aprecio muito em qualquer obra literária.
Hoje,
conversaremos a respeito de cada um dos episódios lançados e vou dar uma nota
de SS (Maior Ranking) até D (Menor Ranking) para cada um dos títulos e explicar
por que, na minha opinião, cada um merece essa nota. Sintam-se livres para
debatermos e também para expressarem suas próprias opiniões, eu adoraria ouvir
todas!
NOTA:
Os episódios foram nomeados com base nos títulos da Netflix Brasil. Embora
tenha assistido a série legendada, alguns títulos estão em português e outros
se encontram com os nomes originais, mas estou optando por manter dessa maneira
pois é assim que o espectador encontra os episódios dentro da plataforma.
Vamos
ao ranking?
Temporada 01
1x1- Hino Nacional
O
episódio que abre a série, Hino Nacional já
era um episódio que eu, que até então nunca tinha assistido Black Mirror, já
conhecia e já sabia do que se tratava. Fiquei me perguntando a todo momento se
realmente conseguiria assistir a algo assim, mas resolvi me desafiar e imergir
de vez no universo que a série propõe.
Foto 02: Imagem do episódio.
Eu
acredito que Hino Nacional cumpre
perfeitamente a sua função de apresentar a série para o público, fazendo uma
crítica direta a fake news e ao efeito direto que a opinião pública, em massa,
gera em um único individuo. O plot twist, onde ninguém percebe que a princesa
foi solta trinta minutos antes do ato hediondo do primeiro ministro, que teve
que ter relações sexuais com uma porca em troca da liberdade da princesa, por
que estavam todos tão concentrados no que poderia acontecer que não havia
ninguém na rua é simplesmente espetacular. Em minha opinião, esse episódio se
enquadra no Rank S.
1x2- Quinze Milhões de Méritos
Um
episódio aclamado pela crítica, somos imersos em uma espécie de universo alternativo,
uma cadeia alimentar, onde operários devem andar de bicicleta por horas para
alimentar alguma espécie de força maior enquanto recebem pequenas moedas
digitais- méritos- por suas ações. Os méritos podem ser trocados por itens para
seus avatares ou por comida.
O
protagonista desse episódio parece estar ali apenas por estar, e não tem nenhum
objetivo em mente até conhecer e se apaixonar por uma jovem que tinha o sonho
de ser cantora. Para entrar no show de talentos era necessária uma quantia de
quinze milhões de méritos, doadas pelo protagonista para que ele possa ver a
jovem realizar o seu sonho.
Foto 03: Imagem do Episódio
Apesar
de cantar bem e de ter encantado a plateia, os jurados acreditam que a moça
faria uma melhor performance no programa erótico e a condenam a participar
daquele lugar, deixando o protagonista disposto a expor toda aquela realidade
opressora na qual eles estavam vivenciando. Embora toda a sua força de vontade
tenha se concretizado e ele tenha conseguido chamar a atenção com seu discurso
verdadeiro, o máximo que ele ganha é um programa próprio semanal, onde ele
criticaria o sistema e seria pago por isso. A crítica e o desfecho desse
episódio são simplesmente fenomenais, e nos fazem refletir. Esse episódio, em
minha opinião, se encaixa no Rank S.
1x3- Toda a Sua História
Quando humanos desenvolvem um dispositivo capaz de armazenar momentos e memórias, um homem descobre que está sendo traído pela esposa e acaba perdendo completamente o controle. A maneira que ele descobre isso, no entanto, é excepcional, e após perder tudo, o protagonista escolhe ficar preso, em transe, nos momentos em que foi feliz ao lado de sua esposa. Rank A.
Foto 03: Imagem do episódio
Temporada 02
2x1- Volto Já
Uma
mulher perde seu namorado, viciado em tecnologia, em um acidente fatal. Uma
conhecida, em uma tentativa de fazer com que ela lide com o luto, inscreve a
mulher em uma espécie de programa de inteligência artificial, na qual ela
poderia conversar com o falecido, que nada mais é do que um enorme banco de
dados com todas as informações que existem disponíveis sobre o homem na
internet.
No
começo, a protagonista rejeita o programa, mas após descobrir uma gravidez, ela
começa a interagir com a inteligência artificial, a ponto de chegar a fabricar
uma réplica idêntica ao finado namorado. O episódio chega ao seu ápice quando a
mulher percebe que mesmo com todas as informações disponíveis existentes dentro
do potente sistema, uma inteligência artificial nunca será tão profunda quanto
um ser humano. Me lembrou muito as pessoas que tem preferido encontrar apoio
psicológico em ferramentas como o ChatGPT ao invés de procurar ajuda
profissional de psicólogos e demais especialistas na área da saúde mental. Rank S também.
Foto 04: Imagem do episódio
2x2- Urso Branco
Ok,
eu preciso admitir que esse episódio me deixou muito perturbada durante muito
tempo. Fiquei refletindo sobre ele, divagando sobre as diferenças formas de
justiça, vingança e todo o restante. Em minha opinião, esse episódio critica
abertamente o sensacionalismo da mídia e a glamouritização do crime; atos
hediondos são transformados em entretenimento das mais diversas formas, seja
por meio de documentários, entrevistas, séries ou até mesmo filmes sobre o
assunto. Pessoas relembrando tragédias terríveis como o 11 de Setembro e o
Massacre de Columbine como se fossem feriados ou datas comemorativas, dentre
tantas coisas.
Por
muito tempo, foi o episódio mais cruel, brutal e pesado da série. Rank SS.
Foto 05: Imagem do episódio
2x3- Momento Waldo
Apesar
de não ser, exatamente, uma fã de assuntos políticos, acredito que o episódio Momento Waldo teve sim a sua importância
e é essencial para exemplificar o grande leque de assuntos que Black Mirror
critica e aborda ao longo do tempo. Não é exatamente de hoje que percebemos que
a política tem sido muito mais um ataque a persona de cada um dos candidatos,
com uns adorando suas personalidades e repetindo o que dizem como papagaios,
enquanto outros simplesmente atacam seus rivais, cometendo cyberbullying ou até
mesmo chegando a realizar atos de violência.
Neste
cenário em que a política tem sido muito mais sobre sensacionalismo e polêmicas
do que, de fato, um ambiente seguro e respeitoso para se abordarem melhorias
para a sociedade, pessoas utilizam mascotes ou simbolismos como Waldo para
expressar suas opiniões e pensamentos. Esta temática, acompanhada da vida vazia
do comediante que está por trás dele, criem um pano de fundo intrigante para a
história, criando um enredo relevante e consistente. Rank A.
Foto 06: Imagem do episódio
2x4- Natal
Este
foi o primeiro episódio da série, que de fato, eu não gostei. O que é meio
irônico, já que este título especial é um dos favoritos dos fãs de maneira
geral. Eu achei esse episódio muito longo, sinto que o tempo passou se
arrastando, e acho que eles tentaram colocar muitas narrativas em um único
episódio, o que acabou não levando a lugar algum.
Não
gostei muito do plot twist e acho que para uma pessoa que estava há três anos
em silêncio, o protagonista foi muito direto com o homem que o interrogava,
caindo facilmente em uma armadilha logo na sequência. Talvez o único ponto que
eu realmente tenha gostado deste episódio foi a forma como eles retrataram o
“bloqueio” de um indivíduo na série. Pessoalmente, eu tenho um certo problema
com esse botão, por que ele permite que o ser humano escape do conflito e crie
uma espécie de atalho para resolver algo que, muitas vezes, poderia ser
solucionado com uma conversa sincera ou um pedido de desculpas. Por conta dessa
abordagem realista do ato de bloquear alguém, esse episódio vai para o Rank C.
Foto 07: Imagem do episódio
Temporada 03
3x1- Queda Livre
Pessoalmente,
eu acredito que a temporada 03 é uma das melhores, se não a melhor, temporada
de Black Mirror. Este episódio
em questão é o meu favorito de toda a série. Eu achei que o enredo é
simplesmente incrível, toda essa questão de avaliar as pessoas, a protagonista
é extremamente adorável e carismática, a cena da caminhoneira com 1.7 de
avaliação... É simplesmente perfeito, do inicio ao fim. É um fan-favourite que
eu aprecio bastante, ao contrário do episódio anterior. Rank SS.
Foto 08: Imagem do episódio
3x2- Versão de Testes
Este
também é um episódio tido como muito bom para a maioria dos fãs, mas que também
não me chama muito a atenção. Ele não chega a ser ruim, é claro, mas também não
acho que seja tão bom quanto as pessoas dizem que ele de fato é. Sabemos pouca
coisa sobre o protagonista, apenas que ele tem problemas com sua mãe, e não nos
é esclarecido o por quê. Ele se submete a testes que acabam o matando no final,
o que é chocante, e se não me engano, ele é o único protagonista que morre ao
fim do episódio, mas de maneira geral, eu achei o episódio bem morno, por isso,
classificarei ele como Rank C.
Foto 09: Imagem do episódio
3x3- Manda Quem Pode
Este
episódio, juntamente com Urso Branco, é o mais brutal de toda a
série. Quando um hacker invade, através da câmera de dispositivos eletrônicos,
a privacidade das pessoas, o protagonista e os personagens secundários devem se
submeter a uma série de ações- incluindo atos ilícitos como roubo e
assassinato- para que os chamados exposed
não vazem para as redes sociais. Mesmo após ter completado todas as
tarefas, nenhum dos personagens consegue fugir das consequências de seus atos.
Com uma bela combinação de Exit Music com
os efeitos das ações flagradas pelo hacker, que se despede de suas vítimas com
o famoso Troll Face, este episódio se
torna um dos melhores de toda a série. Rank
SS com toda a certeza.
Foto 10: Imagem do episódio
3x4- San Junipero
Mais
um fan-favourite que aprecio
bastante, San Junipero explora temas importantíssimos que vão muito além da
sexualidade e da aceitação. A pauta principal é a felicidade em si e o
significado da vida. Neste ambiente onde almas penadas, condenadas a morte ou
então cursando rapidamente o seu caminho até ela, duas mulheres se conhecem e
vivem um intenso, porém complicado, romance de verão.
É
impossível não sentir empatia pelas duas protagonistas, além do fato do
episódio simplesmente explorar diversas décadas, desde os anos 70 até o mundo
exterior, onde as duas moças, agora idosas, devem lidar com as consequências do
simulador que são inseridas. Este episódio de Black Mirror aposta na
originalidade, e por isso mesmo que é tão querido e inesquecível para os fãs. Rank SS.
Foto 11: Imagem do episódio
3x5- Engenharia Reversa
Neste
episódio temos uma crítica ao militarismo e a maneira como ocorrem as lavagens
cerebrais dentro do quartel. Soldados são moldados para terem suas próprias
crenças, as mesmas que eles carregarão, como dogmas, para o resto de suas
vidas. A crítica acontece quando um dos soldados, devido a um defeito em sua
“máscara” percebe que as chamadas baratas,
seres tidos como inferiores e que ele foi treinado para caçá-las e
destruí-las, nada mais são do que seres humanos como ele.
Este
episódio é bem construído e possui um final de profunda reflexão. Rank A.
Foto 12 : Imagem do episódio
3x6- Odiados Pela Nação
Para
fechar a temporada com chave de ouro, temos o episódio Odiados pela nação. Assim como San
Junipero, Odiados Pela Nação aposta e muito na criatividade. Quando
diversas pessoas começam a ser assassinadas por conta de uma hastag nas redes
sociais, uma equipe de polícias deve tentar desvendar o mistério e impedir que
o hacker, que sempre parece estar um passo a frente deles, concretize sua
próxima vítima.
Com
um desfecho aberto e uma resposta menos óbvia do que a anterior, com a polícia
falhando e causando um genocídio a uma quantidade considerável de pessoas,
todos adeptos a hastag que circulava nas redes, Odiados Pela Nação cumpre perfeitamente o seu papel, e é impactante
do inicio ao fim. Rank SS.
Foto 13: Imagem do episódio
Temporada 04
4x1- USS Callister
Apesar
de não ser muito fã dos episódios de Black Mirror que fogem da realidade, USS
Callister pode ser considerada, facilmente, a minha exceção. Este episódio é
mais um fan-favourite que com certeza
merece a sua atenção especial. É um episódio extremamente intrigante, que trás
uma narrativa única, personagens cativantes e um conflito intrínseco, onde a
ameaça ne sempre pode ser identificada a primeira vista. É um episódio
divertidíssimo, acessível e ideal para apresentar Black Mirror a qualquer amigo
ou familiar que ainda não tenha assistido a série. Rank SS.
Foto 14: Imagem do episódio
4x2- Arkangel
Voltando
um pouco mais para a realidade, este episódio retrata uma relação conturbada
entre uma mãe e uma filha, que após se perder da mãe quando tinha 3 anos, foi
submetida a um experimento chamado Arkangel, onde um chip colocado em seu
cérebro permitiria a sua mãe ter acesso sempre a localização da filha em tempo
real. Após a menina crescer e se tornar uma adolescente, a mãe promete nunca
mais usar o aparelho, mas os conflitos naturais desta fase da vida parecem
desafiar a promessa que a mãe fez a filha.
Foto 15: Imagem do episódio
Eu
não acho esse episódio essencialmente ruim, apenas um pouco previsível, o que
não é muito positivo quando se trata de Black Mirror, que está sempre nos
surpreendendo a todo momento. Por este motivo, vou classificar o episódio como Rank B.
4x3- Crocodilo
Um
casal atropela e mata um ciclista no meio da estrada. Anos depois, o homem não
consegue lidar com isso. A mulher, consegue. Deve. Se tornou uma pessoa
importantíssima, com uma família, um filho pequeno e um futuro brilhante pela
frente, e não quer arriscar isso por nada.
Foto 16: Imagem do episódio
Enquanto
isso, um mero acidente e uma funcionária comum acabam entrando na orla da
mulher, que após matar seu ex-parceiro para não ser pega pela polícia, acaba
entrando em um ciclo vicioso para ocultar as próprias provas, mas acaba sendo
descoberta de maneira surpreendente e inusitada. Gosto da imprevisibilidade
desse episódio. Rank A.
4x3- Hang the DJ
Outro
episódio que é muito elogiado pelos fãs em geral mas que eu, pessoalmente, não
acho que mereça todo esse hype é Hang The DJ. Vamos lá, eu gosto da
temática dele. É uma crítica a sites e aplicativos de relacionamento que ditam
o modo como as pessoas escolhem agir e se relacionar, e isso bate de acordo com
as minhas crenças pessoais a respeito deste tema. Já dizia Bauman que esse tipo
de “atalho” nada mais é do que a comercialização do ser humano em larga escala,
como se fosse um produto.
Foto 17: Imagem do episódio
No
entanto, o episódio não sai muito disso. Duas pessoas se apaixonam de verdade
em meio a um encontro curto, de apenas algumas horas, e decidem lutar contra o
algoritmo para tentar ficar juntos, mas a grande verdade é que o aplicativo não
decide com quem a pessoa deseja ficar em nenhum dos casos, a rebelião em si é
parte do próprio sistema, um comportamento esperado dos usuários para romper
com a barreira imposta pelo aplicativo para que sejam capazes de declarar que,
mais uma vez, conseguiram encontrar o par ideal para o seu usuário, naquela
famosa estatística de 99,8% de precisão.
O
episódio, em si, não sai muito desse eixo, o que, assim como Arkangel, não é ruim, apenas previsível.
Por conta disso, vou dar a mesma nota que dei no outro episódio. Rank B.
4x4- Metalhead
Amado
por uns, odiado por outros, Metalhead
é um episódio inteiramente em preto e branco que narra a tentativa de uma
mulher de sobreviver a um ataque de uma máquina chamada cão, que mata seus parceiros instantaneamente quando eles invadem
um armazém numa tentativa de roubar o que parecia ser alguma espécie de
suprimento.
Em
minha opinião, o episódio é meio monótono e segue se arrastando, uma vez que a
protagonista fica sozinha a maior parte do tempo, tendo como sua única
companhia o cão, que está interessado
em assassiná-la. Há um momento em que ela se comunica no radinho, e pensamos
que ela vai ter um contato maior com algum outro personagem ou que pelo menos
mais dela vai ser revelado, mas ninguém responde.
Foto 18: Imagem do episódio
O
cenário é meio apocalíptico e a imersão no mundo é ruim, porque mal dá para
entender o que está acontecendo. Quando a protagonista finalmente encurrala o cão e consegue vencê-lo, ele libera uma
espécie de dispositivo rastreador que faz com que vários outros cães sejam ativados ao mesmo tempo para
procurar por ela, o que a leva ao suicídio.
Apesar
de gostar da reflexão final e achar que ela merece um certo debate, todo o
restante do episódio deixou a desejar, e é justamente por isso que estou
classificando ele como Rank D.
4x5- Black Museum
O
melhor episódio da quarta temporada (disparado) nos surpreende do inicio ao
fim.
Foto 19: Imagem do episódio
É
um episódio longo, mas que diferentemente de natal, cada flashback é interessante e possui o seu sentido,
tecendo um enredo altamente envolvente e abordando a injustiça nas suas
diversas faces, formatos e cores. É o tipo de episódio que faria Victor Hugo
pular da cadeira para aplaudir. Preciso dizer mais alguma coisa? Rank SS.
Temporada 05
5x1- Striking Vipers
Assim
como Hino Nacional, eu já conhecia Striking Vipers anteriormente e já sabia
do que se tratava. Apesar de ficar curiosa com o que iria acontecer ao final do
episódio e me surpreender com o desfecho, não ficou muito claro para mim se os
dois amigos descobriram que estavam apaixonados um pelo outro ou se tratava
apenas de uma atração sexual baseada nos personagens do jogo de videogame. A
falta dessa explicação, na minha opinião, deixou a desejar, e por isso eu
classifico este episódio como Rank B.
Foto 20: Imagem do episódio
Admito
que em relação a ele fiquei um pouco decepcionada, pois já que esse episódio
era famoso, pensei que teria a mesma experiência que tive com Hino Nacional.
5x2- Smithereens
Na
minha opinião, é o melhor episódio da temporada. Quando um homem destruído
pelas redes sociais resolve forjar um sequestro para chamar a atenção do CEO da
empresa e ser ouvido por ele, todos os acontecimentos soam imprevisíveis e o
suspense é segurado até o último minuto, quando o tiro é disparado e não
sabemos se ele atinge o sequestrador ou o estagiário.
Foto 21: Imagem do episódio
Achei
o episódio excelente, só me incomodou a atitude final do estagiário. Eu não
acredito que, em um mundo real, o estagiário sentiria tanta empatia de seu
sequestrador a ponto de tentar impedi-lo do suicídio. Pelo menos não no mundo
real, quando a situação toda acabou de acontecer. Isso pode parecer bobagem,
principalmente por que estou julgando a mera reação de um personagem, mas Black
Mirror sempre foi uma série extremamente próxima da realidade, então essa
atitude acabou decaindo um pouco a classificação do episódio, que pra mim é Rank S.
5x3- Rachel, Jack e Ashley Too
Admito
que estava bastante curiosa para saber qual seria o papel da Miley Cryus na
série, visto que a última vez que a vi atuando foi em uma série infantil do
Disney Channel. O episódio em que ela estrela não é exatamente ruim, mas tem
exatamente o mesmo problema de Arkangel e Hang The DJ. Eu o acho extremamente
previsível, além de me parecer que é alguma espécie de desabafo, ou episódio
tributo a própria Miley, contando um pouco de sua própria história pessoal. Por
conta desse motivo, estarei classificando o episódio como Rank B.
Foto 22: Imagem do episódio
Temporada 06
6x1- A Joan é péssima
Sabe
aquela sensação de nadar, nadar e acabar morrendo na praia? É exatamente assim
que eu me sinto em relação a este episódio. Eu estava AMANDO ele, juro para
vocês. Adorei o enredo super realista de que a plataforma de streaming
utilizou, com base no contrato “aceito” do usuário, uma série baseada nos
eventos que acontecem na vida do mesmo.
Foto 23: Imagem do episódio
Adorei
também a forma como foi enfatizado que se a série fosse: “A Joan é ótima” não
teria tido o mesmo impacto e nem o mesmo lucro. Gostei muito da união da Joan e
da atriz que a interpretou na série, mas fazer com que tudo isso não passe de
uma simulação, e que tem várias Joans, em várias dimensões? Cara, eu
sinceramente não entendo de onde eles tiraram esse plot twist. Só sei que estragou tudo. Rank D.
6x2- Loch henry
Sendo
sincera, eu não gostei desse episódio. De verdade. Assim como Metalhead, ele trás uma reflexão final
bastante interessante, uma vez que o rapaz fez um documentário premiado sobre a
tragédia que marcou seus pais e matou a sua namorada, e embora ele tenha
alavancado na carreira, também ficou sem absolutamente nada, mas a história
simplesmente não me prendeu.
Foto 24: Imagem do episódio
Não
consegui achar interessante, nem mesmo me surpreender com o plot final. Não sei
o que deu em mim, mas eu não gostei do episódio. Simples assim. Rank D.
6x3- Beyond The Sea
Como
toda Pickman Girl, eu simplesmente
surtei quando vi que Aaron Paul estava estrelando o episódio Beyond The Sea, de
Black Mirror. Depois de duas experiências negativas assistindo a sexta
temporada, estava com medo do episódio não me agradar, mas na verdade foi o
exato oposto.
Foto 25: Imagem do episódio
Achei
incrível o episódio do inicio ao fim, me surpreendi com a esposa do personagem
de Paul, por que eu estava achando que ia ser previsível, mas na verdade não
foi, e o final foi bastante surpreendente. Para mim, a única coisa que ficou
faltando explorar foi a motivação daquela seita que assassinou a família do
primeiro astronauta, por que ficou a impressão de que eles estavam lá pura e
simplesmente para causar uma tragédia e fazer a história andar. Mas fora isso o
episódio é perfeito, por isso, Rank S.
6x4- Mazey Day
Esse
episódio é basicamente um A Joan é
Pessima parte dois para mim. Eu estava gostando muito da narrativa, toda
essa questão de paparazzi e a privacidade das figuras públicas. Estava achando
a protagonista interessante, assim como o grupo de colegas de trabalho que ela
possuía, mas...transformar Mazey Day, a celebridade perseguida, em um lobo que
mata praticamente todo mundo no final? Minha nossa. Rank D.
Foto 26: Imagem do episódio
6x5- Demônio 79
Bom
pessoal, como eu já tinha ditto antes, eu sou mais do time de episódios de
Black Mirror que tem um cunho mais realista. E digamos que demônios vestidos
com roupas dos anos 70, dizendo para uma jovem matar três pessoas em três dias
para evitar o fim do mundo é qualquer coisa, menos realista.
O
episódio tem pautas interessantes, como o preconceito contra a população
indiana na Inglaterra (A população indiana é a maior quantidade de imigrantes
nas terras britânicas, e a rivalidade entre as duas nações remonta questões
históricas de séculos atrás) e também a questão do famoso “brincar de Deus”,
por assim dizer, quando você deve decidir quem deve morrer e quem deve viver e
busca alternativas para isso, tenta justificar usas atitudes indo atrás de um
porquê.
Apesar
de tudo isso, o episódio não foi capaz de me prender, por isso, o classifico
como Rank C.
Temporada 07
7x1- Pessoas Comuns
Um
homem se submete a todo tipo de humilhação possível em uma tentativa de salvar
a sua esposa de um tumor incurável na região do cérebro. Particularmente, eu
sou muito fã do modo Black Mirror de contar as narrativas. “Havia um problema,
havia uma solução, eles foram felizes por um tempo, mas....”
Foto 28: Imagem do episódio
E é sempre esse mas que me pega. Uma crítica
ferrenha aos planos de saúde, que exploram pessoas desesperadas para manter
seus bolsos cheios de dinheiro, e a internet, que muitas vezes pode se
alimentar desse mesmo vazio e desespero para criar um ambiente sádico e
totalmente desprovido de empatia por seu próprio semelhante. Rank S.
7x2- Bête Noire
Olha,
eu curti demais esse episódio. Ele foi bastante imprevisível. Especialmente no
final. Gosto da maneira como eles abordam a vítima do bullying se levantand e
virando uma espécie de ditadora.
Foto 29: Imagem do episódio
Em
um ambiente hostil, onde tanto a protagonista quanto a antagonista parecem
competir para ver qual delas é a mais tóxica, a vingança é um prato que se come
frio, ou em outros casos, fervendo. Rank
S.
7x3- Hotel Reverie
Ao
contrário do que a maioria dos fãs acredita, eu não acho que Hotel Reverie seja tão maravilhoso como
grande parte do público acredita que ele seja. Apesar de achar interessante
toda a temática e a imersão no mundo dos filmes em preto e branco, e admirar a
criatividade dos roteiristas em explorar diferentes épocas, assim como em San Junipero, eu não acho que Hotel
Reverie conseguiu sair muito do plot em que foi inserido.
Foto 30: Imagem do episódio
Não
houveram, em minha opinião, grandes reviravoltas, e as duas protagonistas
ficaram presas em um limbo de filme pausado durante a maior parte do tempo. Rank A.
7x4- Brinquedo
Sendo
sincera, eu não gostei muito desse episódio. Não consegui me conectar com o
personagem principal de nenhuma maneira, achei que ele cometeu um crime por um
motivo hediondo em meio a uma reação completamente exagerada, e achei uma
loucura o final desse episódio. Sinceramente? Rank D.
Foto 31: Imagem do episódio
7x5-
Eulogy
Pessoalmente,
eu gostei muito desse episódio. De verdade. Gostei da maneira como ele foi
construído, toda a questão do luto, das memórias, das fotografias...Gostei da
maneira como o protagonista percebe que também errou, e que teria passado muito
menos tempo sofrendo se tivesse sido um pouco mais cuidadoso, se tivesse ouvido
um pouco mais.
Foto 31: Imagem do episódio
A
participação da filha em meio a toda a trama foi essencial para que o homem
pudesse reconhecer todos os seus erros. Um enredo emocionante, onde os pequenos
detalhes nunca são, exatamente, pequenos. Rank
S.
7x6- USS
Callister- Infinity
A
continuação de USS-Callister trás um enredo interessante. Mostra que é possível
realizar continuações de episódios que, a primeira vista, pareciam encerrados.
Achei muito corajoso por parte dos roteiristas trazer uma sequência para um
episódio tão querido pelos fãs, correndo um risco de ser um tiro no pé, mas que
na verdade não foi.
Foto 32: Imagem do episódio
Dá
pra ver que os funcionários da empresa Callister dão “bastante pano para manga”
e embora não tenha gostado de alguns elementos do episódio (o final, o fato de
que reviveram uma personagem que tinha morrido no primeiro Callister, apenas
para fazê-la morrer de novo no segundo Callister- embora saiba que isso
provavelmente foi por conta de alguma recusa da atriz original para retornar a
fazer o papel e a morte do personagem Karl, que foi absolutamente do nada) eu
acredito que eles conseguiram fazer uma continuação para o episódio coerente,
interessante e sobretudo divertida. Por conta de todos esses motivos, a
classificação deste episódio é Rank-S.
Ranking
SS- Urso
Branco, Queda Livre, Manda Quem Pode, San Junipero, Odiados Pela Nação, USS
Callister e Black Museum.
S- Hino
Nacional, Quinze Milhões de Méritos, Volto Já, Pessoas Comuns, Bête Noire,
Beyond The Sea, Eulogy e USS Calister- Infinity.
A- Toda
a sua história, Momento Waldo, Engenharia Reversa, Crocodilo e Hotel Reverie.
B-
Arkangel,
Hang the DJ e Rachel, Jack e Ashley Too.
C- Natal,
Versão de Testes e Demônio 79.
D- Metalhead,
A Joan é Péssma, Loch Henry e Mazey Day.
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