Um convite irrecusável para todos os alunos do curso de jornalismo

SOBRE A PRODUÇÃO

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Estou interrompendo temporariamente a programação normal do Literatura para fazer um convite a você, estudante de jornalismo como eu, ou a você, que gosta sempre de aprender coisas novas!

Em uma das atividades solicitadas para que eu possa concluir o curso, tive que fazer uma cartilha que possa ajudar a minha comunidade, e vocês, leitores desse vasto espaço de conversa, são parte dessa minha comunidade também. 

Essa cartilha que preparei foi baseada elas áreas do jornalismo e nas funções que existem dentro de uma redação.  Muitas vezes isso não é explicado dentro do curso, ou então as informações não são passadas com clareza, o que é uma pena, já que trata-se dos possíveis caminhos que nossa carreira pode findar, então estamos falando de uma decisão importante, que ditará o resto de nossas carreiras como propagadores da comunicação.

Dentro desse conteúdo, eu trago as principais áreas do mercado de trabalho do jornalismo e quais são as suas principais funções, além de outras informações adicionais que podem ser muito úteis para quem está começando o curso agora, quem caiu de paraquedas no meio dele, como eu, ou quem está prestes a se formar mas que ainda não sabe para qual caminho quer seguir. Todo o conteúdo foi baseado em uma pesquisa que realizei durante as férias, e espero de verdade que ela possa ajudar vocês do mesmo jeito que me ajudou!



​Luzes, mágica e ação: Minha experiência no candlelight da Adele.

Evento trás consigo a experiência de ouvir música clássica ao vivo para fãs de diferentes tipos de música.

Escrito por: Julia Segre  Data: 09/02/2026  Atualizado em: 13/02/2026


Algo diferente demais para ser esquecido rapidamente. Se eu fosse definir a minha experiência assistindo o espetáculo de candlelight, essa seria a primeira frase que me viria a mente.

Pra quem não sabe do que estou dizendo, o candlelight é um espetáculo a luz de velas que conta com a presença de música clássica personalizada, onde cada espetáculo faz homenagem a alguns dos grandes nomes da música. Você encontra de tudo por lá, desde os clássicos como os beatles até tributos a grandes nomes do pop como The Weeknd e Taylor Swift.

O evento, presente em mais de 300 cidades ao redor do mundo, marca presença também na cidade de São Paulo. Com locais de apresentação variados, os ingressos são vendidos e distribuídos pela Fever, uma plataforma que gerencia eventos, e podem ser adquiridos tanto pelo site quando pelo aplicativo. Os preços podem variar da localidade; quanto mais próximo você está do palco, mais caro o ingresso se torna.

Além disso, o preço dos ingressos também pode ser influenciado pelo local onde o concerto acontecerá. Espetáculos realizados no MASP, por exemplo, costumam ser mais caros. Alguns concertos também possuem um preço fixo (Tributo ao Queen), embora também possam ser aplicadas as cotas de meia entrada para estudantes, professores e idosos.

O que chama a minha atenção para esse evento, no entanto, é a forma como ele se torna acessível a grande parte da população. E quando me refiro a este aspecto, eu não digo apenas a questão do preço (que é um fator extremamente importante, visto que a maioria das pessoas nunca teve condições ou oportunidades de ver uma orquestra, ainda que pequena, realizar uma perfomance ao vivo) mas também a questão da própria musicalidade.

Ao oferecer espetáculos onde as canções tocadas são de artistas famosos, o candlelight oferece uma certa popularização da música clássica, expandindo os estigmas de "música cult" e compartilhando a experiência com outros tipos de pessoa, as introduzindo a um tipo novo de cultura e entretenimento, o que, particularmente, eu acho sensacional.

Uma coisa que eu também queria acrescentar é que é possível levar um kit de velas (uma pequena, uma média e uma grande) por um preço fixo de 130 reais, caso seja do interesse do espectador guardar uma lembrança física do espetáculo. Fotos e gravações só são permitirdas na última música, e sem o uso do flash. Os celulares devem permanecer em modo avião ou desligados durante toda a experiência.

Meu primeiro contato com o espetáculo foi em um passeio surpresa com um amigo muito querido, e juntos nós assistimos o espetáculo que reúnia diversos clássicos do rock. Foi uma experiência incrível, e eu gostei tanto que, além de falar sobre a experiência com outros amigos e pessoas próximas, cheguei também a pesquisar na plataforma da Fever outros espetáculos para assistir.




Foto 01: Ambiente do espetáculo que assisti ao lado de meu amigo Pedro, Clássicos do Rock.

Fiquei extremamente surpresa (de forma positiva, é claro) ao descobrir que o candlelight oferecia espetáculos do Linkin Park e da Adele, artistas que quem já acompanha o Literatura há mais tempo sabe que eu admiro e escuto com frequência, mas acabei optando por comparecer ao espetáculo da Adele justamente por suas músicas apresentarem uma musicalidade mais próxima do clássico.

Dessa vez, minha companhia para assistir o concerto comigo foi meu irmão mais novo, Gabriel. O evento ocorreu na Unibes Cultural, que é localizada logo ao lado da estação Sumaré, linha verde do metrô. O mesmo lugar onde foi realizada a primeira exposição de Anne Frank, que também foi abordada aqui no Literatura da Meia Noite.




Foto 02: Eu e meu irmão Gabriel no espetáculo a luz de velas da Adele.


Nesse segundo encontro, minhas expectativas em relação ao espetáculo estavam ainda mais altas do que da primeira vez, já que eu já havia assistido o espetáculo anteriormente e já sabia exatamente do que se tratava.

Sendo muito fã da Adele, preciso dizer que ouvir as canções dela pelo quarteto Monte Cristo foi muito mais do que emocionante; cheguei a cair no choro em três músicas, e o tom melódico das canções animadas que foram performadas naquela tarde (Send My Love, Oh My God e Water Under The Bridge) tiveram sim o seu charme especial.

Recomendo muitíssimo essa experiência, por que, como disse acima, é um passeio diferenciado e que promete trazer uma experiência realmente imersiva (e inclusiva) para dentro dos limites do mundo da música clássica.

Em um mundo tão imediatista, é quase que reconfortante encontrar um lugar onde se pode relaxar e contemplar cada nota musical com a calma e a atenção que ela merece.

Defendendo Jane Margolis

COMO FUNCIONA O "DEFESA DE PERSONAGENS"

Aqui, vamos discutir um pouco a respeito de alguns personagens da ficção que eu considero injustiçados por algum motivo, razão ou circunstância. A função deste quadro é enxergá-los sob uma ótica diferente, que faça um constraste com a opinião da maioria. Sinta-se livre para concordar, discordar e debater, contanto que seja de forma respeitosa e consciente.


QUEM É

Jane Margolis é uma personagem secundária de Breaking Bad interpretada por Krysten Ritter. Sua primeira aparição ocorreu no episódio cinco da segunda temporada ("Breakage"), e a sua última aparição foi ao final do filme El Camino.

A personagem, muito querida entre o público, era uma jovem de vinte e seis anos que trabalhava em um estúdio de tatuagem. Ela era vizinha de Jesse Pinkman, e administrava o imóvel de seu pai.



Foto 01: Jane Margolis em Breaking Bad.


Um espetáculo a respeito da morte (e o que vem depois dela): Minha experiência no show do My Chemical Romance

Banda retornou ao Brasil após longo hiato, que durava desde 2008, trazendo em seu show de retorno uma verdadeira experiência imersiva no que diz respeito a temática do álbum.

Escrito por: Julia Segre   Data: 10/02/2026 Atualizado em: 13/02/2026

E para comemorar o aniversário de quinze anos do meu irmão mais novo (de maneira adiantada, já que o aniversário dele era só no dia doze),  acabei me aventurando em um show de uma das bandas mais importantes do século 21, e com certeza a mais importante para aqueles que se denominam "emos"; O My Chemical Romance.

O grupo de Nova Jersey é o favorito do Gabriel, e por essa razão resolvemos comparecer ao show   deles que aconteceu no Allianz Parque, no dia 06 de Fevereiro de 2026. O show era uma homenagem ao aniversário do The Black Parade, o terceiro álbum de estúdio da banda, lançado em 2006.



Foto 01: Capa do álbum "The Black Parade", do My Chemical Romance.


A coleção de músicas era, na verdade, uma ópera rock, contando a história de seu protagonista "O paciente", que após ser diagnosticado com câncer, começa a ter uma nova perspectiva a respeito do que a vida e a morte significam. 

Preciso dizer que o preço que o grupo cobrou foi bem superior ao do Linkin Park, mas quando o concerto realmente começou, eu pude entender o por quê. O My Chemical Romance não entregou um show no sentido puro e simples da palavra, e sim uma verdadeira peça de teatro, contando com luzes, elementos especiais pirotécnicos, atores caracterizados, vídeos e até mesmo uma cantora de ópera, que marcou presença na canção "Mama", que juntamente com "Sleep", foram os grandes destaques do show.




Vídeo: My Chemical Romance performando "Sleep" no Allianz Arena.


A experiência de assistir a um show não sendo totalmente fã foi diferente, mas não me impediu de me divertir muito. Além das músicas que compõem o Black Parade, o grupo também cantou algumas outras canções, selecionando as mais alegres e dançantes de seu currículo, mas sem deixar de fora grandes sucessos como "I'm Not Okay" e "Helena".

Quanto ao show de abertura, não é exagero declarar que me surpreendi. Assim como a cantora Poppy, meu irmão e eu fizemos questão de ouvir o "The Hives" para saber o que é que íamos assistir ao vivo, e a grande verdade é que não curtimos muito o grupo sueco. (Eu, principalmente) No entanto, quando foram se apresentar no show de abertura, fui surpreendida muito positivamente ao perceber o tamanho do carisma, não só do vocalista, mas também de toda a banda. Eles se esforçaram muito para se comunicar com a gente em português, falando diversas frases complexas, muito além dos "Eu te amo" e "Obrigado", comuns entre os artistas estrangeiros que se apresentam aqui.  Assisti-los foi leve, descontraído e muito divertido.



Foto 03: QR Code deixado pelos membros do "The Hives" ao fim do show. Infelizmente meu celular não lê QR Code, e não sei informar exatamente o que esperaria o fã do outro lado do mesmo, mas quis deixar a foto para mostrar o tamanho da cortesia do grupo.


Agora falando em relação a estrutura, organização e outros, tanto eu quanto o meu irmão achamos o Allianz Parque mais confortável e mais limpo do que o Morumbis. Mais fácil de sair também. Conseguimos voltar para casa de metrô. A revista deles é muito mais rígida do que a que ocorre na casa do São Paulo (Quase que eu não consigo entrar com a minha garrafa de água, e olha que eu só trouxe quatro delas), e as comidas, muito mais caras. Há menos comerciantes credenciados, e a maioria deles vende bebida alcoólica. Só os vimos vendendo comida uma única vez, e era pipoca. Outro ponto que me chamou a atenção, dessa vez negativamente, é que o estádio não possui as redes de distribuição gratuita de água, embora isso já seja assegurado por lei.

Mas de forma geral, foi um dia inesquecível para nós dois, agora um pouco mais experientes na arte dos grandes eventos. Valeu a pena cada instante de espetáculo.



Foto 05: Meu irmão e eu, no Show do My Chemical Romance.

O que você sempre quis dizer, mas nunca pôde?

Coletânea de cartas de Emily Trunko trás a luz sentimentos ocultos de anônimos.

Escrito por: Julia Segre Data: 21/01/2026 Atualizado em: 22/01/2026


Como já falamos a respeito de Últimas Mensagens Recebidas, nada mais justo conversarmos um pouco sobre Cartas Secretas Jamais Enviadas, o projeto antecessor de Emily Trunko.

Assim como Últimas Mensagens Recebidas, a publicação do livro foi um compilado de algumas das milhares de cartas que a comunidade de Trunko, Dear My Blank (Meu querido branco, se referindo a folha de papel) recebe por dia.

O projeto pioneiro de Emily, assim como o seu sucessor, teve grande impacto nas pessoas dentro e fora de sua comunidade, ajudando a jovem autora, inclusive, a encontrar seu primeiro namorado dentro da própria plataforma.






Foto 01 e 02: Capa do livro e a autora Emily Trunko.


Com uma proposta muito semelhante ao seu outro projeto paralelo, Cartas Secretas Jamais Enviadas cumpre exatamente aquilo que promete em seu título; trata-se de um espaço inteiramente dedicado a publicação de cartas que foram escritas, mas nunca entregues.

A maioria das cartas foram escritas justamente com a intenção de não serem entregues. Utilizando a escrita como forma de superar um ocorrido ou de desenterrar sentimentos nunca antes revelados, pessoas anônimas escrevem e enviam suas cartas e criam uma abrangente rede de apoio e cumplicidade que cabe em uma tela de celular, mas que transpassa e quebra qualquer espécie de distância física ou geográfica.



Foto 03: Interior do livro de Trunko.


O livro por dentro é bem semelhante a Últimas Mensagens Recebidas, porém carrega um pequeno diferencial; o exemplar é dividido em partes, sub-categorias que indicam a respeito dos temas que cada série de cartas vai se referir.

As divisões presentes no livro são: -Querido eu;

-Amor;

-Traição;

-Perda;

-Obrigado.



Foto 04: Divisória de Cartas Secretas Jamais Enviadas.


Muito embora a proposta e a intenção de Cartas Secretas Jamais Enviadas seja muito semelhante a de seu sucessor, ler a coletânea ilustrada acaba causando uma sensação totalmente oposta.

Sabemos que em Últimas Mensagens Recebidas a mensagem chegou, de fato, a ser recebida, e trabalhamos com os fatos que ocorreram antes, durante e depois desta última comunicação. Enquanto isso, em Cartas Secretas Jamais Enviadas, lidamos com os sentimentos de pessoas que jamais disseram aos seus remetentes o que eles realmente sentiam ou pensavam,  o que torna a leitura ainda mais marcante e melancólica, nos levando a conclusão de que, para os seres humanos, se resolver consigo mesmo acaba sendo tão difícil quanto acertar as contas com o próximo.