Como foi a minha experiência em Titanic- Uma Viagem Imersiva

 A exposição ocorreu de Outubro á Janeiro do ano passado e contava com cenários de realidade aumentada e 15o artefatos- Sendo alguns deles, originais do próprio navio.

 Escrito Por: Julia Segre Data: 23/11/2025 Atualizado Em: 

Organizada pela Exhibition Hub e com ingressos vendidos pela plataforma Fever, Titanic- Uma Viagem Imersiva foi a segunda exposição a respeito do navio mais famoso do mundo no Brasil, mas a primeira do tipo imersivo. Antes dela, ocorreu a "Titanic: A Exposição - Objetos Reais, Histórias Reais" em 2011, quase 100 anos após o naufrágio. Essa mostra, ao contrário desta que abordaremos aqui, passou por todo o país e já havia sido vista por milhares de pessoas ao redor de todo o mundo, o que acaba criando um contraste com "Titanic, Uma Viagem Imersiva", que foi a primeira exposição no formato imersivo a respeito deste tema em toda a América Latina, mas que firmou território apenas na cidade de São Paulo.




Foto 01: Imagem promocional da exposição do Titanic- Uma Viagem Imersiva


A exposição teve inicio no dia 16 de outubro de 2025, no Shopping Eldorado, e ficou disponível para visitação até o dia 31 de Janeiro de 2026.  O espaço estava localizado no piso -2SS do shopping e funcionava de terça á domingo, das 10h ás 22h. 




Foto 02: Exposição do Titanic em SP.


A compra de ingressos poderia ser feita de duas maneiras; mediante a reserva no próprio site, onde, após a compra, era gerado um QR Code que seria validado na porta, ou através da própria bilheteria que ficava disponível no próprio espaço do evento. Quanto aos preços dos ingressos, o dia em que você reservava ditava exatamente qual é o valor a ser pago no final. De terça, quinta e sexta, os ingressos custavam R$90 (inteira) e R$45 (meia-entrada). Havia também a opção de ingressar na exposição como um V.I.P, desembolsando o valor de R$110 por pessoa.

Nas quartas feiras, em específico, o ingresso custava mais barato. Os valores eram de: R$80 (inteira), R$40 (meia entrada) e R$100 (V.I.P) . Como já se pode imaginar, os ingressos de final de semana eram mais caros. De sábado os valores eram: R$120 (inteira), R$60 (meia entrada) e R$130 (V.I.P), enquanto no domingo os preços variavam entre: R$110 (inteira), R$60 (meia-entrada) e R$130 (V.I.P). 

Neste artigo vamos encontrar uma pequena resenha de como foi a minha experiência indo a esta exposição.



Tomando como base que o meu primeiro post aqui, no Literatura da Meia Noite foi justamente a respeito do Titanic, vocês podem imaginar o quanto eu fiquei animada para ir a exposição imersiva no exato momento em que soube dela.

E, como de praxe, quem me acompanhou nessa jornada foi meu irmão mais novo. Eu estava tão ansiosa para saber o que iria encontrar lá dentro que nem me importei que teria que atravessar a cidade inteira para poder comparecer ao evento. 

Chegamos em cima da hora, apesar das três horas de antecedência que levamos para sair da nossa casa. Eu estava preocupadíssima, mas assim que cheguei no local percebi que ele estava lotado de pessoas aguardando para entrar, e que a exposição não iria começar, necessariamente, no horário em que estavam os ingressos. Isso me acalmou um pouco.

Enquanto esperávamos, vimos que a exposição também contava com uma lojinha de souvenirs, o que já me animou pelo menos para ver os itens que estavam ali. Nós fomos a exposição em uma sexta-feira (dia 24/10/2025) e como eu mencionei, o local estava muito cheio. Demoramos bastante para entrar no local, pois só tinha uma moça validando os ingressos. Apesar de ela ser muito simpática e solícita, estava sozinha, e por isso levou um certo tempo, mas nada que nos deixasse impaciente ou estragasse a nossa experiência de forma geral. Tinha tanta gente animada para ver o que tinha lá dentro que eu mal senti o tempo passando, inclusive fiz amizade com um rapaz que estava na fila e que estava usando um lindo coração do oceano, joia originária do filme de ficção de 1997, dirigido por James Cameron.



Foto 04: Coração do Oceano em Titanic.


Eu não estava ciente, naquele momento, que haviam ingressos V.I.P na exposição, mas tive a oportunidade de ver dois ingressos sendo validados bem na minha frente, já que o casal que estava na minha frente na fila comprou os tickets especiais. Eles foram presenteados com crachás exclusivos da exposição e foram informados que deveriam retornar ao local de validação ao final da exposição para receber brindes exclusivos, mas fora isso e mais um outro aspecto que discorrerei mais para frente, não vi nenhuma espécie de privilégio concedido aos V.I.P da exposição.

O lugar em si era bem grande. Meu irmão e eu ficamos mais de 1h30 no espaço para poder explorar todas as dependências da exposição. Na entrada, recebemos cartões com nomes de passageiros reais que estavam no dia no naufrágio, e nossa tarefa ao final da exposição era tentar descobrir se eles haviam sobrevivido ou não a tragédia. Meu irmão tirou o grandíssimo Thomas Andrews, muito mencionado no meu ensaio do Titanic, onde eu comparo a teoria do corpo dócil com o tratamento que a companhia deu aos seus passageiros diante do ocorrido. 

Em poucas palavras, Andrews foi o engenheiro do navio. Enquanto meu irmão ficava com o peixe grande, eu peguei uma moça desconhecida pertencente a segunda classe, cujo nome infelizmente não vou recordar, mas que tinha origem da Bielorussia e estava ingressando no Titanic á estudo.

Falando sobre a exposição em si, havia muita tecnologia envolvida em todos os ambientes da mesma. Muitos telões interativos, onde podíamos ter acesso a fotos exclusivas de como era cada ambiente do navio, para quê funcionava cada válvula do navio, um pouco mais sobre a sua composição física, uma maquete em tamanho real da construção...




Foto 04: Exposição do Titanic em SP.


A exposição fez um ótimo trabalho explicando todos os aspectos da famosa construção, trabalhando muito a questão de desigualdade social que havia dentro do navio. Ilustrando ambientes com reproduções ilustradas, e utilizando a louça e prataria que cada uma das classes utilizava, conseguíamos ver o quanto essa diferenciação era marcante, e não apenas entre os passageiros; o evento também fez questão de nos apresentar um ambiente exclusivo exibindo os trabalhadores das minas, que mantinham o motor do navio funcionando e o tamanho do esforço que era necessário para que ele continuasse dessa maneira.




Foto 05: Exposição do Titanic em SP.


O evento também contava com diversos ambientes propícios para se tirar uma boa e velha foto, o que acabou não acontecendo já que meu irmão estava mais alérgico a fotos do que ele normalmente é no dia. Mas havia um espaço onde você pode recriar a famosa cena do filme de James Cameron, um sino utilizado para chamar os demais da tripulação, uma foto dentro dos ambientes do navio....era simplesmente fantástico.


Foto 06: Lugares para se tirar foto na exposição do Titanic em SP.


Havia uma sala exclusiva reservada apenas para falar sobre a colisão com o iceberg. Com muitos bancos para comportar as pessoas e um barco salva vidas finalizando a imersão bem no centro da sala, o telão exibia aos espectadores todos os detalhes da colisão que resultou na tragédia. 



Foto 07: Ambiente da exposição que falava sobre a colisão do Titanic com o Iceberg.


Saindo dali, os ambientes seguintes falavam exclusivamente das técnicas de resgate utilizadas, o que foi e o que deixou de ser feito, e também a repercussão que ocorreu depois da tragédia. No centro, uma enorme coluna de vidro indicava os nomes de todas as pessoas que estavam no navio naquele dia, separadas por classe: Primeira Classe, Segunda Classe, Terceira Classe e Tripulação. Na sequência, nos deparávamos com o número de salvos e de perdidos. 

Os integrantes da tripulação, claramente, foram os mais impactados com o que houve naquele dia, com pouquíssimos nomes na parte positiva do memorial. Entre muitos pedidos desajeitados de desculpas, consegui descobrir que na verdade minha jovem havia conseguido sobreviver a tragédia, ao contrário do pobre Thomas Andrews, que apesar de ter tido a chance de se salvar, optou por ficar no Titanic até ele sucumbir nas águas do Oceano Atlântico. 

Ao final da exposição encontramos também um espaço exclusivo de Realidade Virtual, no qual você pagava uma taxa meio salgadinha (R$130) para ver alguma coisa que eu e meu irmão, claramente, não tivemos acesso. Também havia uma mesa grande e horizontal, com vários bancos, cartões postais e canetas. Ali, nós deveríamos escrever alguma mensagem, caso quiséssemos. 

Fiquei muito feliz quando vi que meu irmão, geralmente tão tímido, se dispôs a escrever uma mensagem para grudar no espelho gigantesco, que já estava ficando lotado, de mensagens escritas por pessoas que foram até a exposição. Enquanto escrevi que as pessoas devem dar mais valor a vida humana do que a bens materiais, meu irmão desejou que todas as vítimas da tragédia pudessem descansar em paz.

Após sairmos da exposição, demos uma pequena voltinha da loja de souvenirs. Apesar dos itens da mesma estarem em um orçamento acima do nosso, pude ver que estava sendo comercializado de tudo ali: Camisetas, bonés, chaveiros, agendas, livros, pelúcias e até mesmo imãs de geladeira estavam sendo oferecidos para todos os admiradores do Titanic quando eles saíssem da exposição.

No mais, foi um dia inesquecível. A exposição era muito bem feita e auto-explicativa, capaz de fazer até mesmo uma pessoa que não tenha conhecimento da tragédia consiga compreender o tamanho da magnitude do evento citado. Valeu a pena cada centavinho investido. 

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