Introdução ao Desafio de Escrita
Essa sessão foi criada de forma improvisada, a fim de mostrar minhas habilidades de escritora em meio a uma temática repentina.
Sempre fui muito fã de desafios de escrita, pois gosto de aprimorar a minha prosa ao máximo possível, e um dia, enquanto vagava pela única rede social que tenho (Pinterest) encontrei essa pequena série de desafios de escrita, nos quais resolvi me aventurar e trazer o resultado na íntegra para meus humildes leitores do Literatura da Meia Noite.
Ao contrário de todos os outros textos, este foi escrito diretamente na plataforma ao invés do word, e não foi editado após a finalização do desafio. Estou trazendo o material 100% bruto a vocês, na íntegra.
Este texto começou a ser escrito no dia 24 de Outubro de 2025, as 11h56 da manhã, em uma Sexta-Feira. Após o fim da narrativa, teremos a conclusão de como foi escrever esse tipo de desafio e qual proposta eu tentei transmitir ao meu leitor.
"Vire-se".
Foi o que a mãe de Milena disse, segundos antes de se deparar com a casa totalmente cheia, uma faixa com o seu nome estendida no teto, balões e confeti para todos os lados, enquanto todos gritavam a plenos pulmões:
-FELIZ ANIVERSÁRIO!
Milena sorriu amarelo, torcendo para que sua mãe não percebesse.
E se percebesse, problema dela, também.
Se algum amigo ou parente perceber que ela não está tão feliz quanto deveria, a culpa seria totalmente de sua mãe.
O aniversário era dela, ela deveria decidir como comemorá-lo.
Ainda mais fazendo quinze anos, só se vive uma vez e existem pouquíssimas datas tão importantes quanto o debutante de uma jovem que faz quinze anos.
Onde estava a grande viagem que ela queria fazer?
O vestido maravilhoso que batia até o chão?
O anel de diamantes que todas as suas amigas ganharam?
Não havia nada.
Nada além de um monte de parentes com os estômagos vazios e os ouvidos aguçados para qualquer espécie de fofoca, alguns refrigerantes e uns dois ou três centos de salgados.
Como em qualquer outro aniversário normal.
Então por que raios sua mãe a fez fechar os olhos, dizendo que era uma surpresa?
Só se fosse das desagradáveis.
Conclusão do Desafio de Escrita
Durante o processo de escrita desse Desafio, eu quis conectar as histórias de alguma forma. Eu adoro conexões, pontes e referências, então pra mim é quase automático que todas elas existam, de alguma forma, nos meus textos. Em cada uma dessas prosas, tentei abordar o tema do egoísmo humano, em cada uma de suas facetas.
No primeiro conto, nos deparamos com Kevin, um motorista que causou um acidente terrível e a única coisa na qual ele consegue pensar é nas consequências que isso terá, para ele. No segundo, temos um monólogo póstumo de Hugo, um grande jornalista de sucesso, que morreu a trabalho, mas tudo o que ele consegue pensar é na frustração de ser substituído e o quanto de dinheiro ele deixará de ganhar em vida. Em nenhum momento ele reflete sobre sua família ou entes queridos.
O egoísmo também pode ultrapassar idades, e isso é comprovado com os testemunhos de Olívia e Henrique, duas crianças. Ao ver que seus pais não estão lá, Olívia não chora e não sente medo. Pelo contrário, ela está aliviada. Está feliz por seus pais não estarem por perto, e por finalmente ter acabado, enquanto Henrique é egocêntrico o suficiente para aceitar lançar uma granada em um campo de guerra apenas para garantir sua própria segurança.
Por último, e não menos importante, temos Milena, que está se queixando do que recebeu em sua festa de quinze anos. Insatisfeita por não poder ter o que suas amigas tiveram, ela culpa sua mãe pelas coisas que poderia ter tido.
A ingratidão, o egoísmo e o egocentrismo são constantes da vida humana, mas se não administrarmos nosso próprio ego, eles podem se tornar parte de quem nós somos, de maneira que passamos a agir de forma narcisista sem nem ao menos percebermos.

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