Desencontros

 Introdução a Desencontros

 "Desencontros" é um romance curto baseado em uma ideia que tive enquanto estava no trabalho. Sofia é uma jovem universitária que resolve desafiar o legado de seus pais e mudar de carreira.

Após tomar essa decisão, ela começa a ser perseguida pelo mesmo sonho, todas as noites, quando vai dormir. Os sonhos, em si, nunca são iguais, mas a pessoa que está neles, sim.

Perturbada com a situação, Sofia resolve procurar ajuda profissional. Ela só não esperava que, ao chegar no consultório, descobriria que o homem com quem ela sempre sonha é o seu próprio terapeuta. 



Capítulo Um


Eu nunca sonho com nada e nem ninguém.

Quando era pequena, fazia de tudo para sonhar.

Ouvia, curiosa, as conversas dos adultos, a respeito de sonhos que tiveram e do que eles poderiam significar e invejava meus amigos quando os via compartilhando o que sonharam durante a noite, desde uma aventura mágica na terra dos sonhos até um pesadelo onde alguém achou que estava caindo de um lugar muito alto.

Todas essas conversas pareciam pertencer a um mundo do qual eu não fazia parte, já que parecia que eu não tinha nascido com a capacidade de sonhar.

Quando criança, eu fazia de tudo para tentar preencher esse vazio. Tentava ir para a cama mais cedo, tomava um chocolate quente mesmo depois de ter escovado os dentes, e contava carneirinhos até pegar no sono, mas... o resultado era simplesmente inevitável.

O preto.

A escuridão.

O nada.

Era com isso que eu sonhava, até meus olhos se abrirem outra vez.

Eu me sentia péssima, mas ao crescer percebi que sonhar não era tão importante assim. A maioria dos adultos nem sonha mesmo.

Estamos tão estressados com o mundo real, com o trabalho, com a faculdade, com filhos, tarefas, contas, reuniões, e míseros momentos de lazer que nossos sonhos acabam se esvaindo em algum lugar da nossa consciência, debaixo da medicação e dos porres que a gente toma para tentar encontrar um pouco de calmaria no meio de toda essa tempestade que é ser um adulto funcional.

Então, meu sentimento de tristeza por simplesmente não ser capaz de sonhar acabou sendo substituído pela indiferença a escuridão que já estava acostumada a enfrentar todas as vezes que fechava os olhos.

Se antes eu não gostava dela, agora passei a abraçá-la, a aceitá-la, e até mesmo a gostar dela, o suficiente para gritar contra o meu travesseiro todas as vezes que o barulho irritante do despertador soa, e com direito a resmungar frases clássicas como "mais cinco minutinhos" e "de novo não..." pelo menos uma vez por semana quando abro os olhos e me deparo com o mundo real.

Então sim, eu não tenho a capacidade de sonhar.

E sim, eu estava confortável com isso.

Até as coisas mudarem e eu começar a sonhar.

Não com algo, mas...com alguém.

E não com qualquer alguém.

Eu comecei a sonhar com...ele.




Capitulo Dois


-Vamos lá Sô, você sabe que sonhar com pessoas estranhas é comum. Diz Denise para mim na mesa da cantina da faculdade onde estamos sentadas.

Ela tinha sido a primeira pessoa que eu tive coragem de falar sobre isso.

-Eu mesma tive um sonho na semana passada onde eu agarrava um moleque branco pelo colarinho e ele me dava um beijo de língua tão gostoso que fiquei até desapontada quando acordei. E olha que isso não faz o menor sentido. Eu nem pego garotos brancos, e você sabe muito bem disso.

-Sonhar com pessoas estranhas é comum, mas não repetidamente. Murmurei comigo mesma, pouco antes de terminar de sugar os últimos goles do meu suco.

-O que você disse?

-Nada não.

-A maioria das pessoas tem um sonho e esquece. Continuou Denise, deixando bem claro que ela não só ouviu o que eu disse, mas como ia continuar falando também- Mas se você realmente continua sonhando todos os dias com a mesma pessoa...

-Quem está sonhando todos os dias com a mesma pessoa? Perguntou Matias, se intrometendo na nossa conversa, e eu senti minhas bochechas explodirem de vergonha.

Ele era a última pessoa que eu queria que ouvisse essa conversa.

Se eu pudesse, eu cavava um buraco e me escondia ali mesmo.

Olho para Denise por dez segundos, torcendo para que ela perceba algo que é impossível ela perceber.

Estou implorando com meu olhar para que ela cale a boca e não diga nada a Matias sobre o que estamos conversando, principalmente por que ainda tenho esperanças de conquistá-lo, apesar das baixíssimas probabilidades, visto que ele acabou de terminar um namoro e é muito mais bonito e popular do que eu, e a última coisa que eu quero é que ele pense que eu sou uma maluca, mesmo sendo exatamente este o caso.

Mas Denise não me conhece tão bem assim. Nem mesmo Matias me conhece tão bem assim. Acabamos de entrar na faculdade, não faz nem duas semanas que a gente se conhece, e... ainda estamos naquela fase de sermos corteses uns com os outros, para se, no caso de não nos encaixarmos exatamente em um grupo e não passarmos, de fato, a andar juntos como o planejado, não crie aquele clima constrangedor nos corredores toda vez que a gente se esbarrar.

Eu só contei para Denise por que, bem... eu não tinha contado para ninguém ainda, considerando que minha vida social é inexistente, e minha mãe provavelmente inverteria tudo o que eu tentaria dizer, usando minhas próprias palavras contra mim mais tarde, algo típico dela. Foi só por isso que eu abri o bico, e quer saber de uma coisa?

Eu estou arrependida.

Horrivelmente arrependida.

Mas nada disso importa, por que enquanto esse zilhão de pensamentos invade a minha cabeça, Denise apenas sorri e diz:

-A Sofia! Ela está sonhando todos os dias com o mesmo cara!

-E quem é o cara?

-Ela diz não saber. Mas consegue descrevê-lo perfeitamente. Cabelos cacheados, olhos negros, pele chocolate, cicatriz na altura da sobrancelha...

Matias riu:

-Tem certeza que não dormiu com ele, Sô?

Lembra sobre a parte que querer cavar um buraco e nunca mais sair dele?

-Tenho certeza. Tenho certeza absoluta. Garanti, com mais ênfase do que gostaria- Eu não conheço esse cara, mas sonho todos os dias com ele e... é quase como se eu o conhecesse de algum lugar!

-Tem certeza que nunca viu ele? Tornou a perguntar Denise- As vezes você estudou com ele e não está lembrando...!

-Tenho! Exclamei, já que sei o quanto minha rotina é limitada, por mais que eu tenha vergonha de admitir isso na frente deles- Eu não sei nem mesmo o nome dele.

-Há quanto tempo você sonha com esse cara? Perguntou Matias, franzindo a testa.

Há um tempinho, mas saiba que quando estou acordada, eu sonho com você.

-Duas semanas.

-Duas semanas já é um tempo considerável. Definiu Matias, olhando para mim por um instante- Já pensou se pode ser alguma espécie de alerta ou sinal...?

-Ah, lá vem o Matias falar de alertas e sinais! Riu Denise, mas na minha visão, ela só podia estar rindo da minha própria desgraça.

Matias tinha acabado de terminar um relacionamento com Giovana, uma astróloga. Ele ainda mantinha um certo vínculo com ela, assim como todo término de um namoro de vários anos deve ser, com objetos divididos entre a casa dele e a casa dela, o cheiro dela nos lençóis e... alguns costumes, hábitos e crenças, como os planetas, as estrelas ou seja lá o que os astrólogos acreditam. Eu realmente não sabia muita coisa sobre eles, só o fato de que eles pregavam que nada acontece por acaso.

-Qualquer coisa- Disse a cartomante para mim, no amaldiçoado dia em que eu deixei que ela lesse a minha mão- Pode ser considerada um sinal. Qualquer coisa mesmo.

-É verdade! As vezes é alguma espécie de mensagem! Insistiu Matias, e felizmente o sinal tocou, indicando que teríamos que continuar aquela conversa mais tarde.

Se fosse depender de mim, no entanto, nunca mais tocaríamos naquele assunto.

Denise saiu andando na frente, enquanto eu me arrastava para recolher minha bolsa e jogar meu copo de suco no lixo. Matias permaneceu ao meu lado, e quando levantei os olhos para encará-lo, ele sorriu:

-Espero que você consiga procurar as respostas que tanto procura, Sô.

É, eu esperava também.

 



Capitulo Três


Se eu quisesse saber as respostas, claramente que não resolveria passar o meu tempo reclamando, ou me lamentando por semi-estranhos não terem sido capazes de me confortar.

Eu tinha que fazer algo para ajudar. Tinha de mover as pedras para trilhar meu próprio caminho, ao invés de simplesmente esperar que ele se abrisse para mim.

Pensando nisso, resolvi procurar ajuda para tentar descobrir o que estava acontecendo comigo.

As respostas que eu procurava, no entanto, não estavam nos baralhos e na observação das estrelas. Muito menos em uma mesa de cantina de faculdade; a chave para o que eu precisava estava na porta daquele consultório médico.

"Uma consulta para o psiquiatra?" Quase conseguia ouvir a voz da minha mãe esbravejar. Balancei a cabeça em negativo. Acho que eu já tinha pressão suficiente.

Eu não esperava que o terapeuta acreditasse em mim, é claro. Mas considerando a profissão que ele escolheu, ele já deve ter visto de tudo, incluindo pessoas com a mente completamente sã dizendo abobrinhas em seu escritório, como eu.

E eu esperava que fosse uma abobrinha mesmo. Ansiava para ouvir que aquilo não era nada sério, que eu apenas estava enfrentando muito estresse ultimamente e qualquer outra frase do gênero. Estava louca para ouvir aquele tipo de coisa vinda da boca do pisiquiatra, principalmente por que eu queria acreditar nisso, e sabia que essa pequena combinação de palavras, saídas da boca de um especialista que realmente entendia do assunto seria capaz de me tranquilizar, então... sim. Eu estava perdendo a minha sexta feira a noite em um consultório de psicologia.

Não que as minhas sextas a noite sejam muito movimentadas, é claro, mas meus pés ainda estão doendo dentro dos meus sapatos de trabalho, e ainda tem a aula do Senhor Borges me esperando na faculdade, então...

-Sofia Nogueira?

Levanto o rosto apenas para ver...ele.

É ele mesmo.

O cara do meu sonho.

Ele está bem ali, caminhando de jaleco branco. Ele para na recepção e diz alguma coisa para a recepcionista.

Ele é... exatamente do jeito que me recordo em todos os meus sonhos. Os cabelos encaracolados e negros. Os olhos escuros. A pele morena como chocolate e a cicatriz.. até mesmo a cicatriz acima da sobrancelha.

Ele some de vista e eu...eu simplesmente congelo.

-Sofia Nogueira!

-S...Sou eu! Arfo, e consigo ouvir o muxoxo de reclamação da mulher sentada ao meu lado.

O nome dela com certeza era o próximo. Acho que em outro universo, eu reclamaria também.

Pelo menos em pensamento.

A enfermeira sorriu amarelo, provavelmente para disfarçar.

-Você pode me acompanhar, por favor?





Eu já estava ensaiando o que ia dizer para o doutor.

"Sabia que eu tenho sonhado muitas vezes com a mesma pessoa desconhecida? E sabia que essa pessoa, por acaso, trabalha com vocês?"

Quais são as chances de ser considerada completamente maluca quando eu disser isso para ele?

-Pode se sentar e esperar um minutinho aqui, por favor. Sorriu a enfermeira novamente, enquanto eu puxava a cadeira- O doutor Breno chega já já.

-Obrigada. Respondi, nem um pouco ofendida por ter que esperar por mais alguns segundos.

Eu ia precisar de tempo para ensaiar, não ia?

Começo a refletir sobre todo aquele absurdo que me meti até que a porta se abre, quebrando meu raciocínio. Me viro para encarar o pobre coitado que vai me ouvir, quando...

-Olá, você deve ser a Sofia, certo? Meu nome é...

-Você. Digo, febril, e "Breno" para por um momento, a fim de me encarar.

Ele está confuso, mas não mais do que eu.

Quer dizer, quais são as chances disso acontecer?

-Perdão?

-É você. Digo, mais pra mim do que para ele. Me levanto rapidamente da cadeira e me aproximo, mas nem precisa, eu já sei que realmente é ele.

Todas as noites eu sonho com aquele mesmo rosto, e já me sinto capaz de reconhecê-lo, mesmo a distância.

-Você é a pessoa que aparece nos meus sonhos!

Breno sorri, provavelmente de nervoso.

-Desculpe, eu não estou entendendo.

É claro que ele não estava, como eu sou estúpida!

-Olha, eu vim aqui por que estou sonhando todos os dias. E eu nunca sonho. Nunca mesmo. Nunca me lembrei de nenhum dos sonhos que eu tive, desde pequena, só... Começo a explicar, sem encará-lo, por que sabia que aquilo só me deixaria mais nervosa do que eu já estava- Eu só acordava com aquela sensação de que eu tinha sonhado com alguma coisa.

Mas agora é diferente. Eu sonho todos os dias com a mesma pessoa.

Ousei espiar Breno por um instante. Ele franziu a testa, encostando-se na mesa de seu escritório, os braços cruzando-se.

-Quase como se fosse um personagem.

-É, quase como se fosse um personagem. Concordei, andando de um lado para o outro.

-E como é esse personagem?

Paro de andar.

-Eis a questão: não é um personagem.

-Como?

-Não é um personagem. Repito, em meio a uma risada nervosa- Você é a pessoa que eu tenho sonhado.

Silêncio completo no consultório. Eu não esperava que fosse diferente, é claro.

-Você aparece nos meus sonhos. Todo santo dia. Confesso com dificuldade- Isso tem me perseguido por semanas e foi por isso que eu resolvi pedir ajuda profissional. Sei que você vai dizer que provavelmente eu te vi de algum lugar, mas...

-Impossível. Respondeu Breno, quase sorrindo.

Impossível?

O que era impossível?

Eu estar sonhando com ele?

Ele me acha maluca?

Ele acha que...

-Impossível termos nos visto em algum lugar, eu acabei de chegar a cidade. É meu primeiro dia aqui. A não ser que você trabalhe no aeroporto de Guarulhos e...

-Definitivamente não.

-Foi o que eu imaginei.

Então ele não me acha louca?

Balancei a cabeça. Provavelmente não, afinal de contas ele era um...

-Nunca me veio a cabeça que você seria um psicólogo. Admito, o que parece surpreendê-lo.

Afinal de contas, para os psicólogos, a loucura é algo relativo.

-Você tem mais cara de artista. Acabo opinando, e me sinto a pessoa mais estúpida do mundo por isso.

Pelo amor de Deus, por que eu nunca sei a hora certa de simplesmente fechar a boca? Quem é que liga para a minha opinião?

-Um...artista? Perguntou Breno, confuso. Obviamente que ele estava confuso. Não deve ser todo dia que ele tem pacientes que entram no escritório dele e ficam opinando que tipo de profissão ele tem "cara" de seguir.

Eu sou uma imbecil mesmo, mas agora que comecei, me vejo obrigada a terminar:

-Não exatamente um cantor ou dançarino. Tá mais pra alguém que pinta telas.

Breno ficou em silêncio, me encarando. Acho que ele está tentando decidir se deve me internar aqui ou perguntar se eu tomo alguma espécie de remédio controlado.

-Pelo menos...foi dessa forma que eu imaginei você. Murmuro de forma quase inaudível, então levanto os olhos na direção dele e agarro minha bolsa que está na poltrona que no fim eu nem me sentei- De qualquer forma, eu me sinto muito melhor agora, Doutor...

Fiz uma pausa, procurando pelo sobrenome dele, gravado no jaleco.

-...Martins. Muito obrigada pelo seu tempo.

-Mas... Vejo Breno tentar, mas minha mão já está na maçaneta da porta.

-Tenha um ótimo dia.

 


Bom... aquilo era uma história e tanto.

Louca o suficiente para contar para os filhos no futuro, eu sei.

Mas eu estava mais do que disposta a virar essa página e tentar, pelo menos tentar, seguir a minha própria vida e fingir que nada daquilo aconteceu.

Me deitei na cama com um medo sincero do que ia acontecer naquela noite. Durante todas aquelas semanas, tenho sonhado com aquele estranho- que agora eu sei que se chamava Breno- sem saber quem, de fato, ele é, mas agora eu o encontrei, será que isso vai fazer alguma espécie de diferença?

Céus, eu esperava mesmo que não.

Fechei os olhos, prestes a encontrar Breno e suas pinturas quando... o despertador tocou.

O despertador tocou.

Levanto do colchão, sobressaltada.

Olho ao redor; meu quarto parece...normal.

Meu quarto parece normal!

Mal posso acreditar, eu não sonhei...com nada!

-Acho que isso merece uma comemoração. Sorriu Denise para mim, e puxa vida, eu não podia concordar mais com ela do que naquele momento.

-O que você fez para os sonhos pararem? Perguntou Matias, e eu apenas dei de ombros: 

-Ah, eu tenho meus truques.



Três dias se passaram e... nada de sonhos.

Era um domingo a tarde e eu estava ocupada tirando o bolo que eu tinha feito do forno quando a campainha tocou.

Achei estranho a campainha tocar, minha mãe não estava falando comigo para que ela me visitasse, e Matias e Denise ainda não tinham o endereço da minha casa.

Será que eu tinha esquecido de pagar alguma conta? 

Caminhei hesitante até a porta e espiei no olho mágico. Quando fiz isso, senti meu rosto empalidecer.

Era Breno.

Breno estava do outro lado da porta.

O que eu ia fazer?

O que eu ia fazer...?

Vou fingir que não tem ninguém em casa. Decidi, engolindo um seco, enquanto dava passos cuidadosos para trás.

Eu sabia que se não fizesse nenhum barulh...

-AAAAAAAAAAI! Gritei, assim que meu cotovelo entrou em contato com a forma quente do bolo, formando uma mancha vermelha na minha pele.

-Sofia? Perguntou a voz de Breno do outro lado, e puta que pariu, eu não tinha outra opção a não ser abrir a porta.

E foi o que eu fiz, com o rosto vermelho e lágrimas pregadas nos olhos.

-Doutor Martins...! Exclamei- O que....o que o senhor faz aqui?

Era estranho me dirigir a ele como senhor, já que ele não parecia ser tão mais velho do que eu.

Era estranho me dirigir a ele, de forma geral.

As coisas entre nós pareciam ser muito mais simples nos sonhos do que na realidade.

-Desculpe por incomodar, eu vi o seu endereço preenchido na sua ficha de cadastro e... você está bem?

Sorri amarelo enquanto balançava a cabeça, a lágrima de dor escorrendo desesperadamente do meu rosto.

-Não é nada de mais! Eu...eu posso te ajudar com uma coisa?

-Não. Declarou Breno, segundos antes de balançar a cabeça e dizer- Sim. Quer dizer... eu não sei.

-Não sabe?

-É que...eu...sonhei com você.

Meu mundo cai naquele mesmo instante:

-O quê?

-Você aparece nos meus sonhos. Confirmou Breno, mais sério do que nunca- Você aparece nos meu sonhos todos os dias, desde que deixou o meu escritório.


 

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