Introdução ao Desafio de Escrita
Essa sessão foi criada de forma improvisada, a fim de mostrar minhas habilidades de escritora em meio a uma temática repentina.
Sempre fui muito fã de desafios de escrita, pois gosto de aprimorar a minha prosa ao máximo possível, e um dia, enquanto vagava pela única rede social que tenho (Pinterest) encontrei essa pequena série de desafios de escrita, nos quais resolvi me aventurar e trazer o resultado na íntegra para meus humildes leitores do Literatura da Meia Noite.
Ao contrário de todos os outros textos, este foi escrito diretamente na plataforma ao invés do word, e não foi editado após a finalização do desafio. Estou trazendo o material 100% bruto a vocês, na íntegra.
Este texto começou a ser escrito no dia 22 de Outubro de 2025, as 12h21 da manhã, em uma Quarta-Feira.
O silêncio a acordou.
Ao contrário de todas as crianças e a maioria dos adultos, não era o silêncio que lhe possibilitava uma boa noite de sono. Pelo contrário, o silêncio era algo tão raro em seu cotidiano que tinha sido o suficiente para que Olívia abrisse os olhos e percebesse que algo não ia exatamente bem.
Ou que ela havia perdido alguma informação importante, no mínimo.
Não era apenas a cidade, o trânsito, as pessoas, as sirenes e a criminalidade que preenchiam os ecos de sua casa, mas também seus pais.
Principalmente seus pais.
Apaixonados demais para se envolver profundamente, e jovens demais para pensar nas consequências, Amanda e Henrique contrariaram suas famílias e passaram a dividir uma pequena quitinete em uma comunidade de São Paulo. Vazia de empatia, mas lotada o suficiente para que nenhum parente conseguisse localizá-los.
As brigas aconteciam todos os dias, então Olívia estava mais do que acostumada com os sons.
Os gritos.
Os móveis.
Os pratos.
O choro.
Os tapas.
As portas.
As janelas.
Tudo era muito barulhento, mas agora apenas o silêncio pairava no ar.
Olívia olhou ao redor, levantando-se do sofá onde dormia.
Ninguém parecia estar em casa.
Um sorriso pequeno se formou nos lábios da menina. Com aquele silêncio, ela poderia finalmente preencher aquele espaço vazio com a sinfonia de sua própria personalidade.

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