Desafio de Escrita 03

 Introdução ao Desafio de Escrita

Essa sessão foi criada de forma improvisada, a fim de mostrar minhas habilidades de escritora em meio a uma temática repentina. 

Sempre fui muito fã de desafios de escrita, pois gosto de aprimorar a minha prosa ao máximo possível, e um dia, enquanto vagava pela única rede social que tenho (Pinterest) encontrei essa pequena série de desafios de escrita, nos quais resolvi me aventurar e trazer o resultado na íntegra para meus humildes leitores do Literatura da Meia Noite.

Ao contrário de todos os outros textos, este foi escrito diretamente na plataforma ao invés do word, e não foi editado após a finalização do desafio. Estou trazendo o material 100% bruto a vocês, na íntegra.

Este texto começou a ser escrito no dia 22 de Outubro de 2025, as 12h21  da manhã, em uma Quarta-Feira. 


Literatura da Meia Noite


O silêncio a acordou.

Ao contrário de todas as crianças e a maioria dos adultos, não era o silêncio que lhe possibilitava uma boa noite de sono. Pelo contrário, o silêncio era algo tão raro em seu cotidiano que tinha sido o suficiente para que Olívia abrisse os olhos e percebesse que algo não ia exatamente bem.

Ou que ela havia perdido alguma informação importante, no mínimo. 

Não era apenas a cidade, o trânsito, as pessoas, as sirenes e a criminalidade que preenchiam os ecos de sua casa, mas também seus pais. 

Principalmente seus pais.

Apaixonados demais para se envolver profundamente, e jovens demais para pensar nas consequências, Amanda e Henrique contrariaram suas famílias e passaram a dividir uma pequena quitinete em uma comunidade de São Paulo. Vazia de empatia, mas lotada o suficiente para que nenhum parente conseguisse localizá-los.

As brigas aconteciam todos os dias, então Olívia estava mais do que acostumada com os sons.

Os gritos.

Os móveis.

Os pratos.

O choro.

Os tapas.

As portas.

As janelas.

Tudo era muito barulhento, mas agora apenas o silêncio pairava no ar.

Olívia olhou ao redor, levantando-se do sofá onde dormia.

Ninguém parecia estar em casa.

Um sorriso pequeno se formou nos lábios da menina. Com aquele silêncio, ela poderia finalmente preencher aquele espaço vazio com a sinfonia de sua própria personalidade.

 



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