Introdução ao Desafio de Escrita
Essa sessão foi criada de forma improvisada, a fim de mostrar minhas habilidades de escritora em meio a uma temática repentina.
Sempre fui muito fã de desafios de escrita, pois gosto de aprimorar a minha prosa ao máximo possível, e um dia, enquanto vagava pela única rede social que tenho (Pinterest) encontrei essa pequena série de desafios de escrita, nos quais resolvi me aventurar e trazer o resultado na íntegra para meus humildes leitores do Literatura da Meia Noite.
Ao contrário de todos os outros textos, este foi escrito diretamente na plataforma ao invés do word, e não foi editado após a finalização do desafio. Estou trazendo o material 100% bruto a vocês, na íntegra.
Este texto começou a ser escrito no dia 21 de Outubro de 2025, as 09h53 da manhã, em uma Terça-Feira. Vamos a ele.
Foi uma péssima maneira de morrer.
Ainda sim, aconteceu, e agora não havia mais nada a ser feito.
Hugo ficou encarando os médicos tentando reanimar o seu corpo, sem sucesso.
Sua morte tinha acabado de acontecer, ao vivo e em cores.
Como jornalista renomado, ele era reconhecido internacionalmente por gravar em locais de alta periculosidade, lugares onde a natureza e o perigo se tornam um só.
Ele havia passado por tanta coisa, feito mais ainda...seus feitos deixavam todos os seus telespectadores espantados.
Por vezes, seu nome foi parar tranding topics do Twitter.
Muitas pessoas paravam tudo o que estavam fazendo para acompanhar mais uma de suas aventuras pelo globo, algo digno de nota em uma época onde as pessoas podem ver tudo o que quiserem na hora que quiserem.
Nada parecia ser perigoso o suficiente para Hugo.
Cobras venenosas, terrenos arenosos, montanhas traiçoeiras...
Nada disso era capaz de atingi-lo, até que um mosquito.
Um mero mosquito nativo.
Se apoderou da pele dele por trinta segundos.
O suficiente para tirar sua vida fora.
Ao vivo.
Em partes isso vai ser bom. Tentou pensar positivo Hugo.
Ele sabia o quanto as pessoas eram obcecadas por detalhes mórbidos.
Sabia que sua morte deixaria o programa ainda mais relevante.
O vídeo com o momento de sua morte, certamente, teria milhões de visualizações.
Hugo sabia também que as pessoas comentariam sobre isso na Internet, em podcasts e em outros programas de televisão.
Mas e depois disso...?
O que seria do seu programa? Arranjariam um novo substituto para ele?
Provavelmente. O ser humano sempre se vendeu por dinheiro, isso acontece desde o inicio dos tempos.
A ideia de ser trocado o incomodava, mas não tanto quanto o programa ser simplesmente encerrado.
Ele tinha movimentado bilhões para a sua emissora nos últimos anos. Bilhões.
Seria simplesmente lamentável se tudo isso se encerrasse por um mero mosquito.
E o prêmio de jornalismo que ele estava prestes a disputar?
Bem, ele muito provavelmente o ganharia. O fato de ter morrido facilitaria mais ainda as coisas para ele.
Um prêmio póstumo, pois é.
Alguns diriam que ele era tão dedicado ao seu trabalho que morreu enquanto o executava.
Mas e depois, o que seria de tudo isso?
Ele seria esquecido?
Ou lembrado apenas pelo que lhe aconteceu? Resumido, como se toda a sua carreira se limitasse apenas a isso?
Eu queria ter direito a algumas últimas palavras. Refletiu Hugo, chateado. Eu poderia ter preparado comigo um discurso cheio de frases de efeito.

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