Um espetáculo a respeito da morte (e o que vem depois dela): Minha experiência no show do My Chemical Romance

Banda retornou ao Brasil após longo hiato, que durava desde 2008, trazendo em seu show de retorno uma verdadeira experiência imersiva no que diz respeito a temática do álbum.

Escrito por: Julia Segre   Data: 10/02/2026 Atualizado em: 13/02/2026

E para comemorar o aniversário de quinze anos do meu irmão mais novo (de maneira adiantada, já que o aniversário dele era só no dia doze),  acabei me aventurando em um show de uma das bandas mais importantes do século 21, e com certeza a mais importante para aqueles que se denominam "emos"; O My Chemical Romance.

O grupo de Nova Jersey é o favorito do Gabriel, e por essa razão resolvemos comparecer ao show   deles que aconteceu no Allianz Parque, no dia 06 de Fevereiro de 2026. O show era uma homenagem ao aniversário do The Black Parade, o terceiro álbum de estúdio da banda, lançado em 2006.



Foto 01: Capa do álbum "The Black Parade", do My Chemical Romance.


A coleção de músicas era, na verdade, uma ópera rock, contando a história de seu protagonista "O paciente", que após ser diagnosticado com câncer, começa a ter uma nova perspectiva a respeito do que a vida e a morte significam. 

Preciso dizer que o preço que o grupo cobrou foi bem superior ao do Linkin Park, mas quando o concerto realmente começou, eu pude entender o por quê. O My Chemical Romance não entregou um show no sentido puro e simples da palavra, e sim uma verdadeira peça de teatro, contando com luzes, elementos especiais pirotécnicos, atores caracterizados, vídeos e até mesmo uma cantora de ópera, que marcou presença na canção "Mama", que juntamente com "Sleep", foram os grandes destaques do show.




Vídeo: My Chemical Romance performando "Sleep" no Allianz Arena.


A experiência de assistir a um show não sendo totalmente fã foi diferente, mas não me impediu de me divertir muito. Além das músicas que compõem o Black Parade, o grupo também cantou algumas outras canções, selecionando as mais alegres e dançantes de seu currículo, mas sem deixar de fora grandes sucessos como "I'm Not Okay" e "Helena".

Quanto ao show de abertura, não é exagero declarar que me surpreendi. Assim como a cantora Poppy, meu irmão e eu fizemos questão de ouvir o "The Hives" para saber o que é que íamos assistir ao vivo, e a grande verdade é que não curtimos muito o grupo sueco. (Eu, principalmente) No entanto, quando foram se apresentar no show de abertura, fui surpreendida muito positivamente ao perceber o tamanho do carisma, não só do vocalista, mas também de toda a banda. Eles se esforçaram muito para se comunicar com a gente em português, falando diversas frases complexas, muito além dos "Eu te amo" e "Obrigado", comuns entre os artistas estrangeiros que se apresentam aqui.  Assisti-los foi leve, descontraído e muito divertido.



Foto 03: QR Code deixado pelos membros do "The Hives" ao fim do show. Infelizmente meu celular não lê QR Code, e não sei informar exatamente o que esperaria o fã do outro lado do mesmo, mas quis deixar a foto para mostrar o tamanho da cortesia do grupo.


Agora falando em relação a estrutura, organização e outros, tanto eu quanto o meu irmão achamos o Allianz Parque mais confortável e mais limpo do que o Morumbis. Mais fácil de sair também. Conseguimos voltar para casa de metrô. A revista deles é muito mais rígida do que a que ocorre na casa do São Paulo (Quase que eu não consigo entrar com a minha garrafa de água, e olha que eu só trouxe quatro delas), e as comidas, muito mais caras. Há menos comerciantes credenciados, e a maioria deles vende bebida alcoólica. Só os vimos vendendo comida uma única vez, e era pipoca. Outro ponto que me chamou a atenção, dessa vez negativamente, é que o estádio não possui as redes de distribuição gratuita de água, embora isso já seja assegurado por lei.

Mas de forma geral, foi um dia inesquecível para nós dois, agora um pouco mais experientes na arte dos grandes eventos. Valeu a pena cada instante de espetáculo.



Foto 05: Meu irmão e eu, no Show do My Chemical Romance.

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