​Luzes, mágica e ação: Minha experiência no candlelight da Adele.

Evento trás consigo a experiência de ouvir música clássica ao vivo para fãs de diferentes tipos de música.

Escrito por: Julia Segre  Data: 09/02/2026  Atualizado em: 13/02/2026


Algo diferente demais para ser esquecido rapidamente. Se eu fosse definir a minha experiência assistindo o espetáculo de candlelight, essa seria a primeira frase que me viria a mente.

Pra quem não sabe do que estou dizendo, o candlelight é um espetáculo a luz de velas que conta com a presença de música clássica personalizada, onde cada espetáculo faz homenagem a alguns dos grandes nomes da música. Você encontra de tudo por lá, desde os clássicos como os beatles até tributos a grandes nomes do pop como The Weeknd e Taylor Swift.

O evento, presente em mais de 300 cidades ao redor do mundo, marca presença também na cidade de São Paulo. Com locais de apresentação variados, os ingressos são vendidos e distribuídos pela Fever, uma plataforma que gerencia eventos, e podem ser adquiridos tanto pelo site quando pelo aplicativo. Os preços podem variar da localidade; quanto mais próximo você está do palco, mais caro o ingresso se torna.

Além disso, o preço dos ingressos também pode ser influenciado pelo local onde o concerto acontecerá. Espetáculos realizados no MASP, por exemplo, costumam ser mais caros. Alguns concertos também possuem um preço fixo (Tributo ao Queen), embora também possam ser aplicadas as cotas de meia entrada para estudantes, professores e idosos.

O que chama a minha atenção para esse evento, no entanto, é a forma como ele se torna acessível a grande parte da população. E quando me refiro a este aspecto, eu não digo apenas a questão do preço (que é um fator extremamente importante, visto que a maioria das pessoas nunca teve condições ou oportunidades de ver uma orquestra, ainda que pequena, realizar uma perfomance ao vivo) mas também a questão da própria musicalidade.

Ao oferecer espetáculos onde as canções tocadas são de artistas famosos, o candlelight oferece uma certa popularização da música clássica, expandindo os estigmas de "música cult" e compartilhando a experiência com outros tipos de pessoa, as introduzindo a um tipo novo de cultura e entretenimento, o que, particularmente, eu acho sensacional.

Uma coisa que eu também queria acrescentar é que é possível levar um kit de velas (uma pequena, uma média e uma grande) por um preço fixo de 130 reais, caso seja do interesse do espectador guardar uma lembrança física do espetáculo. Fotos e gravações só são permitirdas na última música, e sem o uso do flash. Os celulares devem permanecer em modo avião ou desligados durante toda a experiência.

Meu primeiro contato com o espetáculo foi em um passeio surpresa com um amigo muito querido, e juntos nós assistimos o espetáculo que reúnia diversos clássicos do rock. Foi uma experiência incrível, e eu gostei tanto que, além de falar sobre a experiência com outros amigos e pessoas próximas, cheguei também a pesquisar na plataforma da Fever outros espetáculos para assistir.




Foto 01: Ambiente do espetáculo que assisti ao lado de meu amigo Pedro, Clássicos do Rock.

Fiquei extremamente surpresa (de forma positiva, é claro) ao descobrir que o candlelight oferecia espetáculos do Linkin Park e da Adele, artistas que quem já acompanha o Literatura há mais tempo sabe que eu admiro e escuto com frequência, mas acabei optando por comparecer ao espetáculo da Adele justamente por suas músicas apresentarem uma musicalidade mais próxima do clássico.

Dessa vez, minha companhia para assistir o concerto comigo foi meu irmão mais novo, Gabriel. O evento ocorreu na Unibes Cultural, que é localizada logo ao lado da estação Sumaré, linha verde do metrô. O mesmo lugar onde foi realizada a primeira exposição de Anne Frank, que também foi abordada aqui no Literatura da Meia Noite.




Foto 02: Eu e meu irmão Gabriel no espetáculo a luz de velas da Adele.


Nesse segundo encontro, minhas expectativas em relação ao espetáculo estavam ainda mais altas do que da primeira vez, já que eu já havia assistido o espetáculo anteriormente e já sabia exatamente do que se tratava.

Sendo muito fã da Adele, preciso dizer que ouvir as canções dela pelo quarteto Monte Cristo foi muito mais do que emocionante; cheguei a cair no choro em três músicas, e o tom melódico das canções animadas que foram performadas naquela tarde (Send My Love, Oh My God e Water Under The Bridge) tiveram sim o seu charme especial.

Recomendo muitíssimo essa experiência, por que, como disse acima, é um passeio diferenciado e que promete trazer uma experiência realmente imersiva (e inclusiva) para dentro dos limites do mundo da música clássica.

Em um mundo tão imediatista, é quase que reconfortante encontrar um lugar onde se pode relaxar e contemplar cada nota musical com a calma e a atenção que ela merece.

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